Trabalhei durante as férias! Quero investir o que ganhei, por onde começar?

No fim do ano, principalmente no período que antecede o Natal, é comum entre jovens e estudantes embarcarem em um emprego temporário. Por ser uma época de alta nas vendas, a preferência é por trabalhar em grandes lojas, que já possuem uma boa carteira de clientes.

Com o pagamento em mãos, geralmente o dinheiro é destinado para algum sonho ou objetivo (ex: comprar um carro, viajar, fazer um curso, etc) ou então para uso durante o ano seguinte. Entretanto, dentre esse grupo, alguns estão se preocupando cada vez mais em investir o ganho ou uma parte desse, seja para previdência privada, conquistar algum bem a longo ou curto prazo ou até fazer um fundo de emergência. Se você se enquadra nesse perfil, venha ver algumas das muitas opções de investimento!

Antes de começarmos a falar sobre algumas opções de investimentos, tenha consciência de que:

– Cada investidor possui um perfil, dessa maneira, possuem tolerância a risco e objetivos diferentes.

– Não existe investimento melhor ou pior, mas sim aquele adequado as suas necessidades, como o quanto será investido, por quanto tempo e o rendimento esperado no investimento.

– Para fazer um investimento, é necessário possuir conta em corretora.

– Em investimentos, como CDB e Fundos de curto e longo prazo há incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre a rentabilidade do título, se o investidor permanecer por menos de 30 dias com a aplicação. A alíquota é regressiva, ou seja, diminui a medida que aumenta o tempo de aplicação. Atente – se a isso.

Como foi falado anteriormente, é muito importante que seja traçado seu objetivo, antes de fazer um investimento. É necessário estipular em quanto tempo será necessário o resgate do investimento e qual o retorno esperado. Assim, vamos organizar os investimentos conforme o tempo de liquidez.

1.Curto prazo

Se você necessita de um investimento de alta liquidez, ou seja, que o resgate pode ser feito imediatamente ou em pequeno espaço de tempo, as opções abaixo podem ser viáveis para você

– CDB = É um título de renda fixa que é emitido por bancos, a fim de captar recursos, que funciona como um empréstimo, que é pago ao credor com acréscimo de juros.

Existem CDBs pré-fixadas, atrelados à inflação ou pós-fixadas. No primeiro, a remuneração é anteriormente acordada com o banco. No segundo é atrelado à alguma taxa de juros, também pré-fixada, mais um índice de inflação, principalmente o IPCA. E finalmente, no último, baseia sua remuneração em uma taxa de referência, principalmente o CDI, que está sempre muito próxima da SELIC.

É um investimento que possui liquidez diária, sendo assim, pode ser resgatado a qualquer momento. Além disso, é considerado seguro, já que é garantido pela FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Há incidência de Imposto de Renda, sendo a alíquota regressiva. Assim, 22,5% do lucro para investimentos de até 180 dias e 15% para 721 dias ou mais.

2.Médio prazo

Se você não precisa de um investimento com liquidez diária e está pensando em um rendimento um pouco maior, abaixo estão algumas sugestões.

– Fundos de Investimento: O valor que é aplicado no Fundo de Investimento é convertido em cotas, tendo cada investidor um número de cotas proporcional ao valor total de seus investimentos. O valor da cota é atualizado diariamente e o cálculo do saldo do cotista é feito multiplicando o número de cotas adquiridas pelo valor da cota no dia.

A administração e a gestão do Fundo são realizadas por profissionais capacitados, sendo o Fundo de Investimento regido por um regulamento. Tendem a ter a carteira programada para prazos mais longos, passando de 1 ano. No entanto, a liquidez desses fundos tende a ser boa, muitos deles permitem a retirada do capital até mesmo no dia seguinte ao pedido de resgate.

Não são garantidos pela FGC, mas por ser gerido profissionalmente e possuir uma grande diversificação, espera se um risco controlado.

Existem 4 tipos de Fundos: Fundos de Renda Fixa, Fundos Imobiliários, Fundos Multimercado e Fundos de Ações.

Anualmente é cobrado uma taxa de administração e é cobrada em alguns fundos semestralmente uma taxa de performance, caso a rentabilidade do fundo, seja maior do que a rentabilidade esperada. O Imposto de Renda dos Fundos de Investimento é recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro, em um sistema denominado “come-cotas”. Para esse recolhimento será usada a menor alíquota de cada tipo de Fundo: 20% para Fundos de Curto Prazo e 15% para Fundos de Longo Prazo.

3.Longo Prazo

Se você pretende ter um bom rendimento, para algum objetivo maior, como compra de imóvel e esse não exigir rapidez, abaixo tem uma boa dica de investimento.

Tesouro IPCA 2035 = É um tipo de Tesouro Direto que são títulos da dívida públicas, emitidos com objetivo de financiar gastos públicos. Como é garantido pelo governo federal, pode ser considerado um investimento seguro. Sua principal característica é ser atrelada ao IPCA, além dos juros pré-fixados. A remuneração pode ser feita na data do vencimento ou semestralmente. Há desconto do imposto de renda na data do vencimento, que é calculado em cima do rendimento e não da aplicação total. Também há cobrança da taxa de custódia e taxa de administração pelas corretoras. O Tesouro IPCA+ 2035 tem vencimento apenas em 2035 e o imposto de renda será cobrado apenas 2035. Além do IPCA+2035, existe outros IPCA+ com anos de vencimento diferentes, como IPCA+2045.

OBS: Apesar de terem sido separados em tópicos por período de investimento, CDBs também são viáveis em investimentos de médio e longo prazo e Fundos de Investimento também para longo prazo.

DICAS:

– Existem aplicativos que comparam a rentabilidade de investimentos, que podem ser úteis na hora de escolher qual se adequa melhor às suas expectativas. Como exemplo, podemos mencionar o Renda Fixa e Tesouro Direto.

– Alguns sites podem te ajudar a identificar o seu perfil de investidor, ou até mesmo algumas corretoras fazem esse teste, permitindo que você faça a escolha mais adequada.

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