Como comprar seu primeiro imóvel: o “planejamento do planejamento”

Como comprar seu primeiro imóvel: o “planejamento do planejamento”

Não é de engano de ninguém que o brasileiro tem dois sonhos bem claros: ter um carro e uma casa própria. Esses dois objetivos podem ser explicados por fatores sociais, culturais e econômicos; entretanto, não irei me estender nesses pontos. Neste artigo, irei dialogar claramente com aqueles que têm como sonho comprar a primeira casa ou apartamento para nunca precisarem cogitar a ideia de morar de aluguel.

De certo, já tivemos momentos mais fáceis para comprar a casa própria, como no período de lançamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que facilitava o financiamento imobiliário a diversas camadas da população. Além disso, o mercado imobiliário estava em alta. Entretanto, atualmente, o programa foi suspenso para reformulação e o seu nome foi trocado para “Casa Verde e Amarela”. Além disso, o país colhe os frutos da crise econômica de 2015-2016, que se somam à crise do novo coronavírus. Ademais, mesmo com a taxa básica de juros (Selic) estando a 2% ao ano, as taxas de financiamento imobiliário têm uma média juros efetivo de 8% ao ano, o que torna o financiamento inviável para muitas pessoas.

Lembramos aqui que quando há um aumento da taxa de juros, a população tende a adiar o sonho da casa própria, logo, há a diminuição na procura de imóveis. Consequentemente, em um panorama ideal, há a diminuição dos preços, gerando um efeito de concorrência entre os preços dos imóveis.

Sendo assim, a palavra-chave para aqueles que querem ter uma casa é PLANEJAMENTO.

Com um planejamento e metas realistas, o processo para atingir o objetivo de comprar uma casa se tornará mais fácil. Aliás, a ideia do planejamento pode ser estendida para outras áreas da sua vida, facilitando, assim, outros processos! Porém, antes de falarmos sobre planejamento, temos que conversar sobre outros itens tão importantes quanto, mas que são uma parte anterior ao planejamento. Seria, então, o “planejamento do planejamento” isso não é um pleonasmo. A seguir, temos pontos do que seria isso.

– Analise as suas necessidades

A maioria das pessoas sonha em ter uma mansão com sete quartos e uma piscina olímpica. Mas, convenhamos, isso realmente é necessário? Além disso, o seu dinheiro banca esses mimos? Sendo assim, sabendo que seu dinheiro deve ser utilizado da melhor forma possível; estude o seu aproveitamento.

Dessa forma, estude a localização de onde você deseja viver. Dependendo do local, as suas opções de compra podem se reduzir por conta do alto valor do metro quadrado. Entretanto, o contrário pode acontecer se você ampliar seus horizontes. Você irá morar sozinho ou com mais alguém? Caso você more sozinho, o tamanho do imóvel pode ser mais compacto, o que resulta em um menor valor de custo do imóvel. Além disso, você pretende morar em um lugar moderno, como os condomínios club, ou pretende se mudar para um local mais simples? Lembre-se que quanto menos comodidades a moradia oferecer, mais baratos os custos tendem a ser. Logo, fazer esses questionamentos a si mesmo podem lhe ajudar a ter um planejamento mais bem direcionado.

– Fique de olho no mercado

Mesmo que você não tenha nem o dinheiro para dar de entrada no imóvel, é importante acompanhar as oscilações do mercado imobiliário. Isso é útil, pois você terá mais noção do que está caro e do que está barato, visto que essas são definições subjetivas para cada indivíduo.

– Pesquise as instituições financeiras

Em geral, para financiar um imóvel, você poderá contar com a ajuda de bancos ou então das próprias construtoras do imóvel, no caso de imóveis novos. Sendo assim, fique atento às taxas de juros que cada um deles cobra. Ademais, os valores tendem a mudar ao longo do tempo, então, faça uma pesquisa inicial para ficar ciente das taxas e, quando realmente for financiar o imóvel, refaça a pesquisa.

Agora que já temos os pontos do “planejamento do planejamento”, podemos seguir para a parte mais importante: O PLANEJAMENTO FINANCEIRO! Contudo, para este artigo não ficar tão longo, falaremos disso na próxima semana!

Até lá, que tal colocar em prática os pontos que discutimos aqui?

Nós vemos no próximo artigo!

Artigo por: Gabriela Lemos

Revisado por: Rodrigo Monroe, Guilherme Augusto e João Marcos

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