Cashback: o que é e como funciona

Cashback: o que é e como funciona

Cashback, assunto abordado neste artigo, é um termo original da língua inglesa e vem se tornando cada vez mais popular no cotidiano brasileiro. Tem sido utilizado para se referir a um método que diversas empresas vêm adotando: o consumidor, ao comprar um determinado produto participante dessa dinâmica, recebe de volta parte do dinheiro utilizado no pagamento.

Criada em 1998, a empresa pioneira no setor é a estadunidense Ebates. No Brasil, embora a popularidade do método tenha ganhado força há poucos anos, a empresa Compre3 está presente no mercado brasileiro desde 2007. Hoje em dia, principalmente devido à crescente popularização do e-commerce, diversas outras empresas atuam nessa área e, ainda que apresentem a mesma finalidade, cada uma possui suas peculiaridades e parceiros, de forma que cada consumidor deve procurar a que melhor atende aos seus interesses pessoais.

Em primeiro lugar, é necessário escolher a empresa que melhor se adequa ao seu perfil: deve-se analisar os produtos ofertados, as taxas de retorno para um mesmo serviço, possibilidade de rendimento para o dinheiro que retorna à carteira digital, entre outros critérios pessoais. Em seguida, deve-se realizar um cadastro, sendo esse feito através de uma plataforma disponível na forma de site e/ou aplicativo celular. O sistema operacional dessas empresas funciona, basicamente, da mesma forma. No geral, é necessário que se tenha um cartão de crédito, pois os pagamentos são feitos através do mesmo. No entanto, embora menos comum, caso não tenha ou não queira utilizá-lo, algumas dessas empresas, em convênio com lojas físicas, oferecem a opção de depósito através de cartão de débito ou dinheiro. Assim, após disponibilizar uma forma válida de pagamento e alguns dados pessoais, pode-se começar a utilizar os benefícios de cashback ofertados pela plataforma.

A forma como os benefícios são ofertados vem se expandindo, visto que existem empresas que oferecem cashback no pagamento de boletos e contas, não apenas em sites ou estabelecimentos parceiros. O dinheiro que se recebe de volta pode ser recuperado ou utilizado de diferentes formas a depender do site escolhido. Algumas empresas permitem que, após atingido um valor mínimo, se retire o dinheiro via saque, enquanto outras liberam o saldo apenas para o uso com instituições parceiras ou para pagar amigos que também utilizem o serviço ofertado.

Para ficar mais claro, segue um exemplo: vamos supor que você se cadastrou em uma dessas empresas e foi a um restaurante que possui convênio com a mesma. Se a sua despesa for de R$ 100,00 e o restaurante possuir um acordo de devolver 10%, você terá R$ 10,00 de volta creditados na plataforma. Explicando o funcionamento: caso você não tenha nenhum saldo na conta digital, a única forma de pagamento será através do cartão de crédito. Dessa maneira, o valor integral de R$ 100,00 será descontado na fatura do cartão e R$ 10,00 serão devolvidos para sua conta na empresa. Caso você tenha apenas parte do valor total, pode-se usar o saldo para pagar uma parte e o resto será pago através do cartão registrado. Se tiver o valor total, pode-se optar por pagar a conta com o saldo disponível. Em todas as opções o cashback é realizado da mesma forma (sobre o valor total).

Entretanto, o que muito se questiona é como essa conta fecha: “Como eu estou recebendo dinheiro de volta? De onde vem esse dinheiro? Quem está pagando isso?” ou até mesmo se pensa “Isso aí é golpe!”. Contudo, trata-se de um esquema muito bem articulado em que um fornecedor de determinado produto paga uma quantia para uma dessas empresas que fornece o cashback e esta, por conseguinte, repassa parte desse dinheiro de volta para o consumidor. E aí vem a dúvida: “Mas por que a empresa paga um intermediário para vender seus produtos?”, e então, temos alguns pontos:

1- Fidelidade dos Clientes

Ao ter parte do dinheiro devolvido, o cliente se torna mais propenso a comprar novamente. Exemplo: algumas lojas, ao fazerem parcerias com algumas dessas empresas de cashback, passam a oferecer um percentual de retorno em cima de algum segmento de produto. Sendo assim, ao precisar de algum produto dessa linha, é muito mais provável que o consumidor o procure em uma dessas conveniadas a um programa de cashback do que em uma outra qualquer.

2- Ganho de visibilidade

Gera-se um incentivo para que se compre em sua loja, visto que parte do dinheiro será devolvido e, assim, ao identificar essa possibilidade, há um aumento na chance do consumidor recomendar o serviço para parentes e amigos. Até porque, em muitas das vezes, ao indicar um terceiro que ainda não utiliza o serviço, ambos, a pessoa que indica e o indicado, recebem um bônus caso a indicação seja validada.

3- Dados dos usuários

Ao utilizar essas plataformas, os usuários fornecem dados para as empresas e isso auxilia a mesma a compreender melhor o perfil de seus clientes. Dessa forma, as lojas podem direcionar seus produtos e serviços de uma forma específica ao seu público e, consequentemente, aumentar as vendas.

Sendo assim, o esquema pode ser vantajoso para todos os lados. No entanto, é um serviço que exige cautela: a empresa precisa analisar se o lucro com o aumento no volume de vendas compensa pagar um intermediário que auxilie na sua divulgação; o consumidor não deve se esquecer de analisar o produto ou serviço em outros locais que, mesmo sem cashback, possam ser mais baratos ou estarem em promoção. Além disso, o indivíduo deve estar atento e ler todos os asteriscos do benefício a fim de não cair em nenhuma armadilha.

Sabendo que não é uma emboscada, desde que inteligentemente usado a seu favor, vale a pena usar programas de cashback. Só não vá cair na cilada de gastar com o que é desnecessário! Faça uso consciente das vantagens fornecidas pelo mercado. Bom proveito!

Artigo por: Ana Vitória Morais Marques

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