Fundos de Investimento: o que são? E como desempenham em relação a Renda Fixa?

Fala galera! Uma dúvida muito frequente que recebemos diz respeito aos fundos de investimento. Muitos de nós investidores queremos fazer bons investimentos sem gastar muito tempo com isso, desconsiderando assim o mercado de ações e apenas recorrendo a renda fixa. Os fundos de investimento aparecem como uma boa opção, onde alguém irá decidir por você diversos ativos de renda variável para aplicar, sem gastar seu tempo. Daí surge a pergunta: Considerando que os fundos de investimentos cobram taxa de administração, será que eles possuem rentabilidade maior do que bons investimentos em renda fixa? Investigamos 20 fundos de 2012 até a presente data para responder essa pergunta!

Mas antes, vamos conhecer um pouco melhor os fundos de investimento, caso você já conheça seus fundamentos, pule essa parte e vá para o final (“Análise LIEQ”).

OBS: Por funcionar de forma particular, fundos de investimento imobiliários não serão abordados nessa matéria, caso queira saber mais a respeito clique aqui.

Tipos de Fundo de Investimento

As Informações a seguir foram retiradas do site da ANBIMA e resumidas, para acessar o site na íntegra clique aqui.

  • Referenciados: Os fundos Referenciados identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira irá acompanhar. Devem investir no mínimo 80% de suas carteiras em títulos públicos federais ou em títulos de renda fixa privados classificados na categoria baixo risco de crédito. Além disso, no mínimo 95% de sua carteira deve ser composta por ativos que acompanhem a variação do seu indicador de desempenho, o chamado benchmark (IPCA, CDI, etc). Usam instrumentos de derivativos com o objetivo de proteção (hedge). Os fundos referenciados mais conhecidos são os DI, que buscam acompanhar a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI), e se beneficiam em um cenário de alta de juros.
  • Renda Fixa: Devem aplicar uma parcela significativa do seu patrimônio (mínimo 80%) em títulos de renda fixa prefixados (que rendem uma taxa de juro previamente acordada) ou pós‐fixados (que acompanham a variação da taxa de juros ou um índice de preço, por exemplo: IPCA+5%). Além disso, podem usar instrumentos de derivativos com o objetivo de proteção (hedge). Ao contrário dos Fundos Referenciados DI, os fundos de Renda Fixa beneficiam‐se em um cenário de redução das taxas de juros.
  • Multimercado: São fundos que possuem políticas de investimento que permitem vários fatores de risco, combinando investimentos nos mercados de renda fixa, câmbio e ações, entre outros. Além disso, podem utilizar‐se ativamente de instrumentos de derivativos para alavancagem de suas posições, ou para proteção de suas carteiras (hedge). São fundos com alta flexibilidade de gestão, por isso dependem muito do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar seus recursos (market timing), na seleção dos ativos da carteira e no percentual do patrimônio que será investido em cada um dos mercados (asset mix). Os Fundos Multimercado são fundos que normalmente possuem gestão ativa, não tendo o compromisso de acompanhar nenhum indexador específico, e podendo com isso assumir mais riscos visando rentabilidades maiores. No geral são muito recomendados por especialistas por poderem participar de diversas oportunidades, por exemplo: alta do dólar somado a valorização do bovespa, oportunidade que um fundo em renda fixa não poderia aproveitar.
  • Ações: São fundos que investem no mínimo 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa. Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira. Alguns fundos desta classe têm como objetivo de investimento acompanhar a variação de um índice do mercado acionário, tal como o Ibovespa ou o IBX. No geral possuem grandes oscilações na sua rentabilidade, não sendo sugerido para investidores conservadores (que possuem grande aversão a perdas).
  • Cambial: Estes fundos devem manter no mínimo 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, diretamente ou indiretamente (via derivativos) à variação de preços de uma moeda estrangeira, ou à sua taxa de juros (o chamado de cupom cambial). Os fundos mais conhecidos nessa classe são os chamados fundos Cambiais em Dólar, que têm como objetivo seguir a variação da cotação da moeda norte americana. No entanto nem sempre estes fundos refletem exatamente as variações cambiais, pois nele estão envolvidos custos de taxa de administração, imposto de renda, bem como a variação da taxa de juros.
  • Dívida Externa: Aplicam no mínimo 80% de seu patrimônio em títulos brasileiros negociados no mercado internacional. Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito transacionados no exterior. Para o investidor no Brasil, este fundo é a única forma de se investir em papéis emitidos pelo governo brasileiro negociados no exterior.

Análise LIEQ

Agora que já sabemos um pouco mais sobre como funcionam os fundos e os tipos de fundos que existem, a LIEQ resolveu comparar seus resultados com o CDI, pois de acordo com especialistas, uma rentabilidade igual ou maior ao CDI do período é considerada uma boa rentabilidade. Analisamos 20 fundos diferentes e contabilizamos seus rendimentos nos 5 últimos anos (01/2012 – 09/2016).

Todos os resultados obtidos foram resumidos na tabela a seguir, demonstrando que em média, nos últimos 5 anos os fundos possuem resultado superior ao CDI (112,29% do CDI). (Para melhor visualização, clique aqui ou na imagem.)

Segue a tabela na íntegra, caso queira fazer seu download, clique aqui.

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